- Liderança não exige cargo de chefia: qualquer pessoa que exerça muita influência num processo de tomada de decisão viveu, naquele momento, a liderança autêntica.
- A tese de Barret Brown sustenta que os novos líderes de instituições, empresas e governos precisam ser sustentáveis, buscando constantemente novas formas e fontes de conhecimento para enfrentar desafios econômicos, ambientais e sociais complexos.
- Contar com a experiência e com os pontos de vista diferenciados das pessoas da organização deve ser uma habilidade recorrente nos líderes, exercida pela escuta ativa e pelo alinhamento de informações diversas em metas e planos de ação.
- A capacidade de liderança é requisito fundamental na gestão de qualquer negócio, e empresas com processos de gestão mais maduros já avaliam executivos e gestores por critérios de liderança, muitas vezes com um parceiro externo imparcial.
O que torna um líder sustentável?
A tese desenvolvida pelo especialista em liderança norte-americano Barret Brown diz que, para liderar instituições, empresas e governos, os novos líderes precisam ser sustentáveis e buscar constantemente novas formas e fontes de conhecimento. Para isso, devem se capacitar para enfrentar e lidar com problemas e desafios complexos no cenário econômico, ambiental e social, diante das demandas mundiais colocadas à frente deles.
Liderança costuma ser muito confundida com um cargo. No entanto, é sempre importante lembrar que, para liderar, não precisamos estar em cargos de chefia nem ser responsáveis por uma equipe de trabalho. Qualquer pessoa que exerça muita influência num processo de tomada de decisão viveu, por um momento, a liderança autêntica: teve seguidores naquela oportunidade, diante das opiniões ou das ideias dela. Essa perspectiva deve se tornar consciente para quem também está em cargos de responsabilidade e precisa assumir a influência sobre determinado grupo, por contar com mais conhecimento, mais maturidade e por ser quem vai correr o risco de optar por um caminho que pode ou não levar ao sucesso.
Como os líderes usam a inteligência do grupo?
Contar com a experiência das pessoas nas organizações e com os pontos de vista diferenciados delas deve ser uma habilidade recorrente nos líderes. Quantos trabalhos, e até consultorias externas, são contratados por uma falha grave de coesão, entendimento, valorização e competência para conduzir grupos por meio de uma escuta ativa e para direcionar informações diversificadas, de modo que sejam processadas, alinhadas e sirvam de base a uma meta e a um plano de ação benéficos para a organização e para todos que a compõem, interna e externamente.
O novo líder precisa despertar não apenas para aproveitar ao máximo o talento das pessoas, como também para aprender a acatar, excluir e imbricar toda e qualquer informação que possa ser utilizada na gestão dele, em busca de crescimento, inovação e atualização na forma de liderar e de promover resultados.
A capacidade de liderança como requisito central
A capacidade de liderança tende a ser requisito fundamental na gestão de qualquer negócio, seja o empreendimento de pequeno, médio ou grande porte. As empresas que já possuem processos de gestão mais maduros incluem na avaliação de um executivo ou gestor critérios de liderança imprescindíveis para o dia a dia. Em muitos casos, essa avaliação é realizada por um parceiro externo, que tenha independência ou maior imparcialidade para entregar o resultado de maneira neutra e objetiva.
A nova era da liderança é de aprendizado contínuo, de abertura à complexidade e de coragem para colocar a inteligência de toda a organização para trabalhar. Quem abraça essa mudança é o líder que o momento pede.
A resposta curta
Um novo tipo de líder é sustentável: alguém que segue buscando novas formas e fontes de conhecimento para enfrentar desafios econômicos, ambientais e sociais complexos, e não alguém identificado por um cargo de chefia. O novo líder desperta não só para aproveitar ao máximo o talento das pessoas, mas também para acatar, excluir e imbricar qualquer informação utilizável na gestão dele. A nova era da liderança é de aprendizado contínuo, de abertura à complexidade e de coragem para colocar a inteligência de toda a organização para trabalhar.