- As organizações são sistemas abertos que sofrem o impacto cultural, social, econômico e financeiro do lugar em que estão inseridas, por isso nenhuma decisão se toma sem analisar o cenário e o contexto atuais do mercado.
- Desperdício, alta rotatividade, estagnação do negócio, baixo desempenho, perda de talentos e de mercado só podem ser revertidos quando as empresas percebem que todo processo, para ser válido, passa por indivíduos.
- A gestão de pessoas não é território exclusivo dos Recursos Humanos: todo executivo, qualquer que seja a área dele, precisa entender de gente e, mais precisamente, entender a si mesmo.
- Em psicologia, resiliência é a capacidade de superar adversidades como perdas, mudanças inesperadas, crises e estresse com o mínimo de disfuncionalidade no comportamento, criando novas oportunidades de desenvolvimento a partir das lições da experiência.
As organizações são sistemas abertos que sofrem o impacto cultural, social, econômico e financeiro do lugar em que estão inseridas, e não podem tomar decisões sem analisar o cenário e o contexto atuais do mercado. Como diria o considerado pai da administração moderna, o consultor e escritor Peter Drucker: “Onde quer que você veja um negócio de sucesso, pode acreditar que ali houve, um dia, uma decisão corajosa.”
Se toda mudança tem, a priori, de ser iniciada no ser humano, pois o restante é consequência, como não fazer esse investimento? Desperdício, alta rotatividade, estagnação do negócio, baixo desempenho, perda de talentos e de mercado só podem ser modificados quando as empresas se derem conta de que todo e qualquer processo, para ser válido, passa por indivíduos.
De quem é a responsabilidade pela gestão de pessoas?
É inacreditável notar que, em pleno século XXI, profissionais de todas as áreas ainda sustentem a percepção simplista e estreita de que quem entende de gente deve trabalhar com Recursos Humanos. A gestão de pessoas é responsabilidade de todos. Todo e qualquer executivo, independentemente da área dele, precisa entender de gente. Ou melhor: precisa entender a si mesmo.
Investir somente em competências técnicas e acreditar que essas são bases sólidas para obter uma carreira de sucesso significa atraso e desconhecimento das competências que este século de fato exige. A resistência em fazer investimentos em pessoas é alarmante. Os casos de sucesso empresarial de hoje e do futuro devem superar esse quase preconceito organizacional, redistribuindo o orçamento de modo a considerar essa dimensão ainda tão negligenciada.
O que resiliência significa de fato?
A resiliência nunca foi tão necessária como no momento atual. Em psicologia, resiliência significa a capacidade do ser humano de superar situações de adversidade, como perdas, mudanças inesperadas de qualquer ordem, crises e estresse, com o mínimo de disfuncionalidade no comportamento dele, adaptando-se, ajustando-se e criando novas oportunidades de desenvolvimento por meio das lições extraídas da experiência.
É imprescindível preparar as pessoas para serem cada vez melhores: não apenas quando a situação está alarmante ou quando a crise chega, mas de forma contínua, como base da saúde organizacional. Responder de forma consistente e otimista aos problemas e lidar com as dificuldades e os desafios imprevisíveis do mercado atual é o que distingue os profissionais mais qualificados e preparados.
As organizações que incorporam a resiliência à cultura delas, não como reação à crise, mas como investimento permanente nas próprias pessoas, terão desempenho consistentemente superior ao das que tratam o desenvolvimento humano como assunto secundário. A decisão corajosa que Drucker descreveu não é apenas um movimento de mercado. É, acima de tudo, uma decisão sobre pessoas.
A resposta curta
As organizações se adaptam à turbulência investindo nas pessoas por quem todo processo necessariamente passa, porque toda mudança que importa começa no ser humano e o restante é consequência. Resiliência é a capacidade de enfrentar perdas, crises e mudanças inesperadas com o mínimo de disfuncionalidade, extraindo desenvolvimento da experiência, e precisa ser construída continuamente, e não convocada quando a crise chega. Organizações que incorporam a resiliência à cultura, como investimento permanente nas pessoas, superam consistentemente as que tratam o desenvolvimento humano como assunto secundário.