CRISTIANE BARRETO'sBUSINESS & CAREER INSTITUTE
Liderança

Liderança Feminina

Cristiane Barreto, PhD

Liderança

Atualizado em

Quando falamos em liderança, é comum lembrarmos de imagens masculinas. Será preconceito ou o resultado de muitos anos da presença dos homens em cargos de alta hierarquia? Um ditado antigo diz: por trás de um grande homem existe sempre uma grande mulher.
Em resumo
  • A mulher sofre preconceito quanto à forma de liderar justamente por apresentar características necessárias e diferenciadas: intuição, percepção aguçada, sensibilidade, concentração e realização de várias atividades ao mesmo tempo.
  • Para crescer numa hierarquia, a mulher precisa, na maioria das vezes, se esforçar bem mais do que o colega homem para mostrar que é melhor no que faz, e é assim que o mercado ainda decide e promove, venha a decisão de figuras masculinas ou femininas.
  • Como os cargos de gestão sempre tiveram referências masculinas, muitas mulheres reproduziram atitudes mais masculinas no trabalho, das vestimentas ao modo de se comportar e decidir.
  • O lado feminino, que Carl Gustav Jung chamou de anima, é o que mais demanda desenvolvimento em qualquer ser humano, e explorar tanto o lado resolutivo quanto o sensível é um caminho para a completude que a liderança exige.

Apesar de tantos atributos positivos, a mulher ainda não é tão valorizada quanto poderia. De acordo com pesquisas atuais, no Brasil a remuneração da mulher é menor quando comparada à dos homens com o mesmo nível de atuação. Além disso, ela sofre preconceitos quanto à forma de liderar por apresentar aspectos e características muito femininas, necessárias e diferenciadas, tais como intuição, percepção aguçada, sensibilidade, capacidade de concentração e realização de várias atividades ao mesmo tempo.

A mulher, na maioria das vezes, para conseguir crescer numa hierarquia e se destacar numa possível concorrência com um colega de trabalho, numa seleção ou promoção, precisa se esforçar e mostrar que é muito melhor no que faz do que o homem. Estejamos conscientes ou não desse fato, é assim que o mercado ainda atua, decide e promove, sejam essas decisões vindas de figuras masculinas ou femininas.

É comum ouvirmos de homens que esse tempo passou. Será? Se pensarmos com lógica, nos certificaremos de que, infelizmente, não. Dados e fatos comprovam. No Brasil, a diferença salarial média entre homens e mulheres é de 27%. Há 10 anos era de 36,4%, conforme aponta uma pesquisa publicada pela ISTOÉ. Nos Estados Unidos, na lista das 500 maiores empresas organizada pela Fortune, as executivas respondem por 20% dos cargos de diretoria e 4% dos de presidência executiva. Tanto as mulheres brasileiras quanto as americanas, mesmo com mais anos de estudo do que os homens, recebem salários inferiores.

Por que as referências masculinas ainda moldam a liderança?

Devido às inúmeras referências masculinas em cargos de gestão e liderança, muitas mulheres, para serem aceitas, conscientemente ou não, reproduziram atitudes mais masculinas no trabalho, desde as vestimentas até a forma de se comportar e de tomar decisões. Atualmente o cenário já se modifica. As mulheres têm conquistado aos poucos mais espaço no mercado de trabalho, e também têm atuado e valorizado mais os aspectos femininos delas: a sensibilidade, a intuição, a percepção aguçada, a visão sistêmica.

Vale lembrar a importância dessas características no ambiente corporativo, tão carente delas. Na verdade, se aprofundarmos um pouco mais, notaremos que o lado feminino, denominado pelo psiquiatra e analista Carl Gustav Jung como “anima”, é o que realmente demanda uma forte presença e desenvolvimento em qualquer ser humano.

O que torna um líder mais completo?

Precisamos nos desvestir de preconceitos, rever valores e crenças arraigadas que não servem mais, para então explorarmos todas as nossas potencialidades enquanto seres humanos: o lado pragmático, objetivo e resolutivo, como também o sensível, intuitivo, perceptivo e, por que não, o amoroso. Esse pode ser um excelente caminho para a completude que a liderança realmente exige.

A resposta curta

Liderança feminina não é uma variante mais suave de liderança: é o conjunto de qualidades de que o ambiente corporativo mais carece — sensibilidade, intuição, percepção aguçada e visão sistêmica. Por muito tempo as mulheres foram levadas a suprimir essas qualidades para serem aceitas em ambientes moldados por referências masculinas, e ainda recebem menos e são julgadas pelo estilo delas mesmo com desempenho equivalente. A conclusão mais útil é que o lado feminino que Jung chamou de anima precisa ser desenvolvido em todo ser humano: a liderança só fica completa quando o lado resolutivo e o lado sensível estão ambos disponíveis.

Pronta para colocar isso em prática?

Agende uma sessão inicial com a Cristiane para explorar como essas ideias se aplicam à sua organização e aos seus desafios de liderança.

Agendar uma sessão