- A crise faz parte da vida do ser humano, no âmbito pessoal e no profissional, e experienciar crises é uma das coisas mais certas pelas quais uma pessoa vai passar.
- A educação e a cultura tendem a enxergar as crises como algo triste, difícil, pesado, ou até como sinal de incompetência, seja para viver, seja para gerir.
- Uma das principais características de um bom líder é assumir a responsabilidade pessoal por tudo o que acontece na vida dele e se perceber como fonte geradora de solução.
- As pessoas e as empresas mais maduras, fortes e sustentáveis talvez sejam justamente as que mais viveram situações de crise e se reinventaram.
Momentos de crise fazem parte da vida do ser humano, seja no âmbito pessoal, seja no profissional. A nossa educação e a nossa cultura, na maioria das vezes, têm uma forte tendência a enxergar as crises como algo mais triste, difícil, de azar, de pesar, e até mesmo como incompetência, seja para viver, seja para gerir. No entanto, quando amadurecemos e estamos um pouco mais lúcidos a respeito das leis que regem o universo, percebemos que uma das coisas mais certas que vamos encontrar e atravessar na vida será exatamente essa: experienciar crises.
Que perguntas uma crise deveria provocar?
As primeiras reflexões que deveríamos nos esforçar para fazer seriam:
- O que esse momento quer de mim?
- O que ele veio me ensinar?
- O que preciso corrigir na minha rota?
- O que preciso aprender?
- Essa crise é uma grande oportunidade para eu desenvolver o quê?
- Como posso melhorar e crescer a partir disso?
- O que preciso mudar?
Além disso, cabe agradecer pelo momento e pela confiança que a vida nos dá de potencializar qualidades esquecidas, escondidas, enfraquecidas ou ainda desconhecidas por nós.
Por que é tão tentador se colocar como vítima?
Mas será que foi isso que aprendemos? Em vez de termos essa perspectiva, frequentemente desanimamos, nos depreciamos, nos desesperamos ou, pior, delegamos a terceiros a responsabilidade por estarmos nesses momentos de revés. E não faltam pessoas ou situações para que nos justifiquemos ou nos sintamos vítimas das circunstâncias.
Na esfera organizacional não seria diferente: são as pessoas que fazem acontecer. E fazem acontecer coisas boas e ruins, sucessos e fracassos, bons resultados e prejuízos. Toda organização vive altos e baixos.
Por que a responsabilidade pessoal vem primeiro?
Uma das principais características de um bom líder, e de um bom ser humano, é assumir a responsabilidade pessoal por tudo o que acontece na vida dele e também se perceber como fonte geradora de solução. A boa notícia é esta: se o problema está em nós, a solução também está.
Quem supera uma crise supera a si mesmo. Mudando o nosso modelo mental sobre algo, provavelmente faremos escolhas diferentes e melhores. As pessoas e as empresas mais maduras, fortes e sustentáveis podem muito bem ser aquelas que mais viveram situações de crise e se reinventaram, no mesmo negócio ou em outros, mais produtivas e, principalmente, mais felizes.
A resposta curta
A crise não é um acidente na vida de uma pessoa ou de uma organização: é uma das certezas dela, e a diferença está no que se faz com ela. Em vez de desanimar ou delegar a terceiros a responsabilidade pelo revés, a resposta mais útil é perguntar o que o momento quer de nós, o que precisa ser corrigido e o que ele é oportunidade de desenvolver. Quem supera uma crise supera a si mesmo; e se o problema está em nós, a solução também está.