CRISTIANE BARRETO'sBUSINESS & CAREER INSTITUTE
Liderança

Fraternidade no Trabalho

Cristiane Barreto, PhD

Liderança

Atualizado em

Os desenhos organizacionais mais atualizados trazem a proposta de horizontalidade, e esse modelo hierárquico deve ser simbolicamente interpretado como uma necessidade de horizontalizar também as nossas relações, isto é, de nos vermos como iguais: o princípio da fraternidade.
Em resumo
  • Os desenhos organizacionais atuais propõem horizontalidade, e essa mudança na hierarquia deve ser lida simbolicamente como a necessidade de horizontalizar também as relações, vendo-nos como iguais.
  • A posição hierárquica deve servir como referencial de graus de responsabilidade maior, e não como base de poder arbitrário ou da antiga subordinação típica de chefias.
  • Arquétipo é um padrão de comportamento universal que se fortalece quando potencializado, por isso estimular o arquétipo fraterno nas relações de trabalho nos torna mais coerentes, lúcidos, assertivos e produtivos.
  • Viver a fraternidade na troca de conhecimentos, experiências, ensinamentos e afetos agrega competência interpessoal e estende esse padrão de relação a todos os demais departamentos da nossa existência.

Com o evento da Revolução Industrial, surgiu a administração com as suas influências decisivas e tidas como certas. Ainda hoje elas estão cristalizadas em muitas culturas empresariais, sociais, familiares e religiosas, mas são inadmissíveis para os vanguardistas e para as novas gerações, que anseiam e clamam por adaptação, crescimento, evolução e transcendência, um impulso imanente ao ser humano.

Dentro do modelo cartesiano, percebemos uma verticalização das hierarquias. No entanto, os desenhos organizacionais mais atualizados trazem a proposta de horizontalidade e, não por acaso, esse modelo hierárquico deve ser simbolicamente interpretado como uma necessidade de horizontalizarmos também as nossas relações: nos vermos como iguais, praticando o princípio da fraternidade.

Por que as relações de trabalho devem se basear na igualdade, e não na subordinação?

É necessário que haja uma relação de igualdade, e não aquela antiga subordinação típica de chefias. O relacionamento entre líderes e liderados, o que somos uns em relação aos outros, independentemente da posição hierárquica, deve servir especialmente como referencial de graus ou degraus de responsabilidade maior, e não de poder arbitrário.

Como afirma Eugênia-Aspásia em psicografia do médium Benjamin Teixeira de Aguiar: “[...] o arquétipo do fraterno, que se corporifica muito bem entre amigos, como entre irmãos afinados, bem revela o tipo de horizontalidade equilibrada, de parceria entre iguais, que retrata, com fidedignidade, a igualdade fundamental que existe e deveria ser materializada entre todas as criaturas, já que a subordinação de todos nós só deve acontecer em relação a Deus.”

O que é o arquétipo fraterno e como se pratica no trabalho?

O termo arquétipo significa um padrão de comportamento universal que, quando potencializado, se fortalece. Portanto, temos um ideal a buscar e a desenvolver dentro de nós: estimular o nosso arquétipo fraterno nas relações de trabalho. Assim, estaremos mais coerentes e congruentes, com ideias e atitudes mais lúcidas, conscientes, assertivas e produtivas.

Quando conseguirmos aplicar o espírito fraterno nas expressões do dia a dia, na troca constante de conhecimentos, experiências, ensinamentos e afetos, estaremos galgando novos e significativos níveis de relacionamento, agregando competência interpessoal e estendendo um padrão de intercâmbio relacional a todos os demais departamentos da nossa existência.

Companheiros da mesma jornada

Assim numa empresa, assim na vida. Enxergar que somos companheiros de jornada evolutiva, que estamos juntos, lado a lado, de mãos dadas, de forma sinérgica, num movimento de dentro para fora e de fora para dentro, e que podemos contribuir mais do que imaginamos quando nos comprometemos a começar por nós a ser e a viver a fraternidade genuína.

A resposta curta

Fraternidade no trabalho significa tratar a migração para desenhos organizacionais horizontais como mais do que um organograma: é um chamado a horizontalizar as relações e a nos vermos como iguais, com a hierarquia marcando graus de responsabilidade, e não poder arbitrário. Como o arquétipo é um padrão que se fortalece ao ser potencializado, estimular deliberadamente o arquétipo fraterno nas trocas cotidianas de conhecimento e de afeto eleva o nível das relações e agrega competência interpessoal. E começa por si.

Pronta para colocar isso em prática?

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