CRISTIANE BARRETO'sBUSINESS & CAREER INSTITUTE
Ciência do comportamento

Necessidades Motivacionais no Trabalho

Cristiane Barreto, PhD

Ciência do comportamento

Atualizado em

No início da década de 1940, o psicólogo americano Abraham Maslow desenvolveu a teoria sobre a hierarquia das necessidades, pela qual é possível inferir o que motiva cada indivíduo. Segundo Maslow, o princípio básico da motivação é que uma necessidade satisfeita não é um motivador de comportamento, mas as necessidades insatisfeitas são.
Em resumo
  • O princípio básico da motivação, em Maslow, é que uma necessidade satisfeita não é um motivador de comportamento, enquanto as necessidades insatisfeitas são.
  • Maslow descreveu as necessidades motivacionais em cinco níveis: fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização.
  • As necessidades de cada pessoa variam com o tempo, tanto na satisfação quanto na ordem de prioridade, de modo que a hierarquia de Maslow representa uma tendência geral, e não uma escala rígida.
  • Na opinião de Maslow, a necessidade mais significativa era de natureza espiritual: a vontade de autoindividuação e de realização espiritual.

O progresso é alcançado pelo esforço das pessoas para satisfazer às necessidades delas. A pesquisa mais famosa de Maslow foi realizada em 1946, em Connecticut, onde ele concluiu que reunir grupos de pessoas era uma das melhores formas de expor as áreas de conflito delas. Esses grupos eram chamados T-groups, isto é, grupos de formação. A teoria subjacente era a de que os padrões de comportamento precisavam ser descongelados antes de serem alterados, conceito depois elaborado por Kurt Lewin.

Quais são os cinco níveis de necessidade motivacional?

Segundo Maslow, as necessidades motivacionais podem ser compreendidas em cinco níveis.

  • O primeiro é o fisiológico: as necessidades físicas de abrigo, alimento, roupa, repouso e sexo.
  • O segundo é o de segurança: segurança do corpo e do emprego, saúde, estabilidade, proteção, planos de assistência, previdência social, ordem e segurança pública.
  • O terceiro nível é o social: a necessidade de amar e ser amado, de ter amizades, vínculos familiares, filiação e aceitação por grupos, e relações interpessoais harmoniosas.
  • O quarto é o de estima: a necessidade de ser valorizado, de desenvolver autoestima, de se sentir importante e útil, e de receber reconhecimento e mérito.
  • O quinto e mais alto nível é o de autorrealização: o desejo de renovar e ampliar o próprio potencial, de se tornar cada vez mais aquilo que cada um seria capaz de ser.

A hierarquia das necessidades é uma escala rígida?

Para Maslow, a maioria das pessoas tem a tendência de procurar satisfazer primeiro as necessidades básicas. Somente depois disso irão atender às demais: as de associação, de status e de autorrealização. Dois fatores qualificam esse modelo: a necessidade de cada indivíduo varia com o tempo, tanto no que concerne à satisfação dela quanto às alterações na ordem de prioridade. A hierarquia desenvolvida por ele representa, portanto, uma tendência geral, e não deve ser vista como uma escala rígida.

Na opinião de Maslow, a necessidade mais significativa era de natureza espiritual: a vontade de autoindividuação ou de realização espiritual, de conhecer a si mesmo no nível mais profundo possível. No entanto, percebe-se ainda forte discrepância no comportamento de muitas pessoas nas culturas ocidentais, que seguem aceitando como verdade científica que vivemos num mundo materialista, em que tudo é feito de matéria e isso constituiria a realidade fundamental.

Para além da riqueza material

Como disse Madre Teresa ao visitar os americanos: embora fossem materialmente ricos, eram pobres de espírito. Que possamos refletir a respeito das motivações mais profundas que nos movem todos os dias no exercício da gestão e da liderança, em diversos departamentos das nossas vidas.

A resposta curta

O que motiva as pessoas no trabalho é a necessidade que permanece insatisfeita, porque uma necessidade já atendida deixa de mover o comportamento. Maslow organizou essas necessidades em cinco níveis, das fisiológicas e de segurança às sociais, de estima e de autorrealização, mas tratou a sequência como tendência geral, e não como escala rígida, já que as necessidades de cada pessoa mudam com o tempo em satisfação e em prioridade. Para ele, a necessidade mais significativa era espiritual: a vontade de autoindividuação e de se conhecer no nível mais profundo possível.

Pronta para colocar isso em prática?

Agende uma sessão inicial com a Cristiane para explorar como essas ideias se aplicam à sua organização e aos seus desafios de liderança.

Agendar uma sessão