- As competências técnicas são o passaporte para a contratação, e ainda assim mais de 80% dos profissionais são demitidos por problemas comportamentais, e não por deficiência de conhecimento na própria área.
- Daniel Goleman identifica cinco aspectos da inteligência emocional: autoconhecimento, autocontrole, empatia, automotivação e aptidão social.
- Goleman constatou em suas pesquisas que 70% dos resultados que um líder consegue entregar estão relacionados à inteligência emocional dele, e não ao QI.
- A ausência de inteligência emocional custa às organizações a perda de pessoas talentosas e grandes prejuízos financeiros, visíveis na retenção, no desempenho das equipes, na relação com clientes e na cultura.
Pesquisas no mundo corporativo carregam a máxima de que o passaporte para um profissional ser contratado é o conjunto de competências técnicas que ele possui. Por outro lado, mais de 80% deles são demitidos não por serem deficitários em conhecimentos da própria área, mas principalmente por problemas comportamentais. As competências que abrem a porta não são as mesmas que mantêm alguém dentro.
O estímulo constante e progressivo que recebemos até hoje é para buscarmos novos conhecimentos e recursos técnicos para o melhor desempenho das funções. Há, ainda, certa descrença e, em alguns casos, preconceito com o desenvolvimento pessoal, com a importância da terapia e das formações que treinam comportamentos mais eficazes para que as pessoas se conheçam melhor, entendam e melhorem as próprias atitudes.
O custo invisível da baixa inteligência emocional
Muitas vezes, a falta de autoconhecimento, a falta de sensibilidade para se relacionar com os outros e a dificuldade de lidar com situações que causam desconforto podem prejudicar a imagem e o desenvolvimento de um líder e, consequentemente, dos liderados dele. Podem gerar transtornos, desgastes entre colegas e até a perda de talentos, de clientes e de negócios. Nesse contexto, a inteligência emocional no trabalho pode ser uma grande aliada.
Como tudo o que diz respeito ao crescimento pessoal, quando o profissional se desenvolve emocionalmente, todos os que estão no raio de influência dele também ganham: no trabalho, na família, na sociedade. A inteligência emocional capacita o indivíduo a administrar melhor as próprias emoções, a considerá-las no contexto das situações vividas e a melhorar as relações interpessoais em favor dele mesmo e de quem convive com ele.
Quais são os cinco aspectos da inteligência emocional segundo Goleman?
Segundo Daniel Goleman, um dos principais pesquisadores e divulgadores do assunto, os aspectos da inteligência emocional são:
- Autoconhecimento
- Autocontrole
- Empatia
- Automotivação
- Aptidão social
Em suas pesquisas, Goleman constatou que 70% dos resultados que um líder consegue entregar estão relacionados ao QE dele, a inteligência emocional, e não ao QI.
Essa competência vem sendo exigida dos profissionais com urgência crescente. Para obter melhor desempenho, muitas vezes nem sabemos distinguir que tipo de inteligência está nos faltando no dia a dia. Uma das causas é a preocupação demasiada com o desenvolvimento intelectual e o desfavorecimento, a desvalorização, a falta de conhecimento e até certo preconceito sobre o assunto: as emoções.
O que acontece quando as organizações ignoram as emoções?
Se desconsiderarmos essa dimensão humana, teremos profissionais menos preparados do que poderiam ser. As emoções têm o poder de influenciar raciocínios. Quando a inteligência emocional falta, as organizações enfrentam a perda de pessoas talentosas e grandes prejuízos financeiros. Não são custos intangíveis: aparecem diretamente nos números de retenção, no desempenho das equipes, na relação com os clientes e na cultura organizacional.
O investimento em inteligência emocional não é um luxo. É a alavanca mais subutilizada à disposição de líderes e organizações que querem construir culturas sustentáveis e de alto desempenho, assentadas em eficácia humana genuína.
A resposta curta
A inteligência emocional importa no trabalho porque as competências que abrem a porta não são as que mantêm o profissional dentro: o conhecimento técnico contrata, e os problemas comportamentais é que desligam a maioria. A pesquisa de Goleman liga 70% dos resultados de um líder à inteligência emocional, e não ao QI, e a ausência dela aparece como atrito, perda de talentos, perda de clientes e prejuízo financeiro. Desenvolvê-la beneficia todos os que estão no raio de influência do profissional: no trabalho, na família e na sociedade.